terça-feira, 9 de junho de 2009

O Bombarral e o Mercado Rural


Os obreiros da actual conjuntura politica, uma aburguesada classe politica internacional, nacional, regional e até local, decidiram a seu belo prazer e fantasia, que a maioria dos cidadãos que garantem o quotidiano da vida produtiva do País, através das pequenas e medias empresas, estão condenados ao desemprego ou a emigrar para paragens sem destino.
O concelho do Bombarral, devido á sua constituição económica e social, demasiado dependente do sector primário, está perigosamente fragilizado.
A agricultura sem ajudas politicas, para poder competir num mercado politicamente aberto, sem regras, onde os produtos agricolas muitas vezes são vendidos abaixo dos custos de produção, com os factores de produção a subirem todos os dias, com uma excepção nos salários, leva em termos gerais a uma quebra de rendimento das familias.e dos cidadãos
Perante este cenário , o comercio, industria e serviços do concelho do Bombarral tem de estar confrontados com uma em latente crise endógena.
O Bombarral corre o risco de ser um concelho povoado por velhos, homens e mulheres, que depois de uma vida de trabalho, definham na saudade, devido á ausência dos seus entes mais queridos, obrigados a emigrar ou migrar para outras paragens, á procura de uma vida que a sua terra não lhe proporcionou.
Mas, o Bombarral tem potencialidades I Tem de ser promovidas, tem território, tem história, tem acessibilidades e ainda tem gente disposta a remar conta a maré fatalista.
Os agentes políticos, económicos, sociais e culturais…, se quiserem podem contribuir para tornar um desiderato que parece subjectivo, em realidade objectiva, e colocar o concelho do Bombarral no lugar que já foi seu.
È difícil, mas é preciso tentar1 Mas com a teimosia de alguns, fundamentada no conhecimento empírico, mas também técnico, enfrentando ventos e marés contrárias, devagar mas com mão firme no leme do barco, tentam chegar a bom porto.
A AAO – Associação de Agricultores do Oeste sempre defendeu a criação de uma rede de feiras de produtos tradicionais, no Oeste profundo e litoral. Estas feiras são um alternativo as grandes superfícies de distribuição agro – alimentar, onde os produtores, micro – comerciantes ou pequenos produtores podem vender todos os fins de semana, produtos agrícolas frescos convencionais e biológicos, doçaria, licores, compotas, pão caseiro, vinhos, mel, queijos, carnes fumadas, artesanato rural, artes decorativas rurais....
Este tipo de iniciativas foram estudadas há vários anos em trabalhos desenvolvidos pela ADRO - Agencia de Desenvolvimento da Região Oeste, com a participação da Associação de Agricultores do Oeste, na qualidade de entidade fundadora e integrando a sua direcção, e grupos técnicos, que desenvolveram vários trabalhos de pesquisa em Espanha, França e Portugal, no âmbito dó programa comunitário IQAD, objectivando o apoio e desenvolvimento das economias locais, á escala local.
Em, França há mais de uma dúzia de anos, contactámos com pequenas feiras de produtos agrícolas e agro - alímentares biológicos, produtos de fabrico artesanal ..em aldeias, vilas….no adro das igrejas, junto a património arquitectónico, caves de produção vinca …. aproveitando as sinergias do turismo na descoberta do Mundo Rural. Melhor criando , nichos de mercado para absorver nichos de produção, organizando nichos de oferta de produtos de qualidade.
Isto é uma perspectiva politica e social de fixar populações ao meio, e dinamizar o comercio e serviços locais, através da procura de produtos tradicionais de qualidade a preços mais atraentes por parte de uma população urbana, sequestrada nas malhas do quotidiano das grandes cidades.
O publico – alvo destes mercados são os fluxos demográficos urbanos que se deslocam, atravessando todos os fins de semana a Região, em direcção ás praias Oestinas ou possuem segunda habitação em ambiente rural, e pretendem comprar produtos de fabrico artesanal directamente aos produtores.
Como já existem, aos Sábados em Óbidos, o Mercado de Produtos Biológicos, no primeiro Sábado de cada mês em Torres Vedras a Feira Rural, no ultimo Sábado de cada mês na Lourinhã, a Feira da Batata – Mostra do Mundo Rural, organizada pela AAO, em parceria com o Município da Lourinhã, desde Setembro de 2005, foi considerado por esta, que o Bombarral possui potencialidades para integrar esta rede.
A AAO depois de realizar várias reuniões com o presidente da Junta de Freguesia do Bombarral, que manifestou todo o interesse, só tardou uma fonte de financiamento para iniciar o certame.
Entretanto a AAO depois de realizar algumas reuniões com o Vereador da Agricultura da CMB, apresentou por escrito uma proposta para a realização de um certame denominado " Mercado dos Sabores e Artes Rurais.. com o horário das 9h ás 18h, realizado na Praça do Municipio. Rua do Comercio, parte da Rua Luís de Camões a fazer ligação ao Largo da Igreja. Com uma valência a agregar a este mercado, a criar com o sector da restauração uma rota de restaurantes com ementa rural e uma bio – ementa…para motivar a vinda de pessoas ao Bombarral, habituados a comer pizas e pô - los a comer bem. Tardou uma resposta e então a AAO resolveu levar o assunto a uma reunião publica da CMB.
Esta intenção foi conhecida, e levou á constituição de um grupo de trabalho, de que fizeram parte, Feliz Alberto Jorge - AAO, Marcos Proença e Susana Manco - Comerciantes e Jose Manuel Vieira – JF Bombarral.
Foi acordado entrar para a comissão a CMB, o mercado passou a chamar – se Mercado Rural, era para começar em Abril de 2008, a CMB atrasou financiamento par comprar alguns equipamentos, toldos e mesas, criar uma estratégia promocional, e adiou de forma uniteral, o seu inicio
Actualmente, a CMB chamou a si a organização do Mercado Rural, ignorando as pessoas e as instituições, que apresentaram a proposta inicial e os representantes dos comerciantes que viram esquecida uma promessa politica por parte da CMB. O Mercado Rural seria uma contrapartida ao comercio tradicional, em relação á instalação no Bombarral, da empresa de distribuição retalhista MODELO.
Em Portugal e no Oeste, como se pensa tudo em grande muitas vezes para gáudio das moscas, é bom que no Bombarral se avance á sua medida, pensando sempre no futuro.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Não Liquidem um Concelho Rural


Mais uma vez o concelho do Bombarral e as suas gentes, estão á beira de ser vitimas da leviandade de pessoas no exercício de funções políticas, sem quaisquer indícios de conhecimento sobre a génese e matriz cultural, social e económica concelhia.
Na área de intervenção da CCRLVT, em plena elaboração do PROT –OVT, Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo, ilustres arquitectos, engenheiros, economistas, juristas, ambientalistas, políticos…., com uma visão egocêntrica focada para o conhecimento teórico/académico, na centralização demográfica das grandes urbes, projectando territórios extensivos de povoamento disperso, pretendem ignorar a realidade fundiária e social da sub - Região Oeste, em particular do concelho do Bombarral.
È a através do PROT – OVT, que vão ser criadas as linhas mestras de orientação e correcção dos PDMs, Planos Directores Municipais, por exemplo as áreas de construção parcelar
A área de intervenção do PROT – OVT é constituída pelas sub – regiões do Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo, 800000 habitantes, 33 municipios e 8792 Km2.
È natural, num território desta grandeza, que existam assimetrias e especificidades a respeitar e a estudar, não podem criar normas ou regulamentos fechados.
È aqui que a CIO - Comunidade Intermunicipal do Oeste tem de intervir, porque a estrutura fundiária da Região Oeste, é muito diferente do Ribatejo ou Alentejo, há que respeitar as especificidades concelhias, a sua densidade demográfica e ordenamento do território.
È aqui que a Câmara Municipal do Bombarral tem de arrepiar caminho e não ficar á espera que os outros defendam os interesses do Bombarral. Não pode aceitar que para todos os territórios acima descritos sejam criados regulamentos idênticos. Não pode aceitar que a área de construção em parcelas rurais seja igual no Oeste, ao Ribatejo ou Alentejo.
A Câmara Municipal do Bombarral não pode aceitar que as parcelas de construção em território rural, passem de 5000m2 para 40000m2, como a maioria das entidades representadas no PROT-OVT, pretendem.
A Câmara Municipal do Bombarral tem de defender as especificidades dos interesses concelhios, procurando agrupar – se aos Municípios que pretendem estabelecer áreas parcelares de construção de acordo com a realidade territorial e social dos seus concelhos, e para tal encetar conversações directamente ou através da CIO – Comunidade Intermunicipal do Oeste, com o Ministério do Ambiente Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional.
Esta questão e determinante para o futuro do desenvolvimento económico e social do concelho do Bombarral. No actual PDM as áreas de construção são de 5000 m2 em Reserva Agro – Florestal e 10000 m2 em Reserva Agricola.
Estas áreas são muito difíceis de encontrar no concelho do Bombarral, dado que a sua estrutura fundiária, é de minifundo, e essa dificuldade tem afastado para os concelhos limítrofes a instalação de estruturas industriais, comerciais, turísticas e habitacionais. A Câmara Municipal do Bombarral tem que manter as áreas actuais, com novos procedimentos administrativos, de forma a agilizar a apreciação e aprovação de projectos habitacionais para a instalação de pessoas e uso turístico, industrias limpas e ino

domingo, 19 de abril de 2009

Museu Agricola e Etnográfico do Oeste


Museu Agricola e Etnográfico do Oeste e Hotel 3 Estrelas IVV- Bombarral

Mais uma vez dignos representantes do Ministério da Agricultura perante comportamentos pachorrentos de alguns autarcas, demonstram quanto consideram a comunidade rural da Região Oeste, procurando aniquilar a sua cultura, destruindo elementos estruturais com história, privando as gerações futuras de mergulharem na génese das origens da memória histórica das comunidades envolventes.
Temos como exemplo o património da antiga Junta Nacional dos Vinhos, actual IVV, pago em grande parte pelos agricultores / viticultores através de taxas calculadas de acordo com os litros de vinho produzidos e agora vendido ou melhor delapidado á revelia das comunidades do Mundo Rural.
Hoje vou debruçar –me sobre dois casos que tem merecido uma atenção particular, há vários anos, as instalações do IVV do Bombarral e Torres Vedras.
A AAO – Associação de Agricultores do Oeste durante 2007 e 2008, fez parte da Comissão Mista da CCDRVLT – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo – Grupo de Economia, por estar sedeada no Bombarral, foi convidada a apresentar uma proposta de projecto que objectivasse um projecto estruturante, aproveitando património construído, com hipóteses de valorização cultural, social e económica, com prioridade máxima nas candidaturas a apresentar no actual Quadro Comunitário Apoio – QREN, possibilitando a garantia de financiamento comunitário no actual Quadro Comunitário de Apoio.
A AAO, dentro dos seus limitados recursos, já a ser vitima de tentativas de estrangulamento estrutural a nível local e regional, uma vez que as vozes da realidade que não alinham com a mediocridade, são incomodas, e na actualidade com as novas práticas em nome da democracia, estão fragilizadas e sujeitas ás tentativas de afogamento nas águas turvas da cidadania politica actual, mas mesmo assim remou contra a maré e apresentou a seguinte proposta: :
A criação de o “ Museu Agricola e Etnográfico do Oeste” e um Hotel Rural 3 estrelas, com parque de estacionamento para autocarros e autocaravanas nas antigas instalações do IVV, no Cintrão – Bombarral. Convém relembrar que autocarros de turismo e autocaravanas não tem estacionamentos no concelho de Bombarral.
Estas instalações do IVV, no Cintrão – Bombarral, possuem uma área urbanizável de 40000m2, ocupada por um pavilhão onde está instalado Alambique Gigante, cuja história está ligada á produção de milhões de litros de aguardente, e naturalmente potencia a alavancagem de exposição permanente de uma colecção oferecida por um cidadão Oestino, constituída por: Bombas de Vinho fabricadas no Bombarral nos fins do sec. XVIII até ao sec. XX, Lagares Vinho com Vara em Madeira e Pedra, Lagares de Azeite, Oficinas de Ferreiro Completas, Carros de Bois, Galeras, Carroças, Charrettes, Coches, Tinas, Túneis, Barris, Balanças de Pesos, Balanças Decimais, Charruas em Madeira e Ferro, Cabaços, Prensas de Trinco, Hidráulicas, Esmagadores, Tulhas, Moinhos de Vento, Pás de Valador, Serrotes, Serrões, Enxadas, Pás de Eira, Malhais, Desengaçadores, Descamisadores, Sarilhos, Vestimentas de Festa e Trabalho …
Para além do pavilhão descrito também possui vários Balões Gigantes em cimento, que actualmente ainda armazenam vinho de origem desconhecida, e tem um historial muito duvidoso, várias vezes referenciado pela fiscalização estatal como a catedral do vinho a martelo, denegrindo a imagem do vinho do Bombarral e Oeste e arruinando os seus viticultores, sob a passividade das autoridades locais e nacionais, um Balão Gigante em inox, onde ao longo dos anos foram armazenados milhares de litros de aguardente de excelente qualidade muitas vezes em transito para o Vinho do Porto e vários armazéns e terrenos, que devidamente estudados, possibilitam aproveitamento para uso do turismo cultural.
Pensamos que com conhecimento de causa, bairrismo e orgulho na génese rural do concelho do Bombarral e Região Oeste, não é difícil, caso a Câmara Municipal do Bombarral demonstre vontade, conseguir parcerias com grupos económicos ligados ao turismo, desenvolvimento rural, hotelaria, museus …, aproveitando os financiamentos comunitários e negociar com o IVV e Ministério da Agricultura.
Este projecto pode ser muito válido do ponto vista histórico, cultural/pedagógico, turístico, económico, marketing institucional e na criação de empregos
A AAO solicitou apoio á Câmara Municipal do Bombarral, para reforçar e formalizar a apresentação desta proposta em tempo útil na CCDRLVT e nas negociações das contrapartidas pela mudança de local do aeroporto da Ota, e ainda hoje esta á espera da resposta.
È importante que a Câmara Municipal do Bombarral, não fique novamente á espera que os outros resolvam os problemas do Bombarral e deixe perder o património do IVV, no Cintrão – Bombarral.
Basta olhar com atenção, para o trabalho que alguns autarcas dos concelhos vizinhos desenvolvem.
Em Torres Vedras, nas instalações do IVV, vão construir um “Centro de Ciência Viva” , na Lourinhã o “ Parque do Dinossáurio”, com financiamentos comunitários garantidos, graças á pressão constante dos seus autarcas junto dos foros de decisão respectivos, em particular nas acções desenvolvidas em defesa dos seus concelhos, negociando contrapartidas pela mudança do Aeroporto da Ota e no Plano de Acção do Oeste, assinado com o ministro Mário Lino.

domingo, 15 de março de 2009

Que Futuro para a Agricultura, Comercio e Serviços

A agricultura é uma actividade económica com grande impacto social, num País, como Portugal.
Ao longo da historia Lusíada, houve interesses de grupos sócio - políticos de inspiração feudal, que secundarizou as potencialidades de desenvolvimento do sector secundário, condenando a industrialização de matérias primas de um império desaproveitado, obrigando á ocupação quase exclusiva nos trabalhos braçais da ruralidade, de uma parte de um povo vergado pela fatalidade da luta pela sobrevivência.
A agricultura como actividade sectorial primaria, subdesenvolvida, cuja especialização era a força braçal, serviu ás mil maravilhas como capa de politicas estatais privilegiando o obscurantismo, desviando jovens rapazes e raparigas dos meios rurais dos bancos da escola.
A eles ofereceu como canetas, os cabos que lhes permitia servirem – se das enxadas para enfrentar uma luta diária com a terra, a elas os arcos das cestas com o almoço para pais e irmãos, palmilhando Km, e no regresso a casa apanharem e transportarem á cabeça uma saca de erva para alimentarem coelhos ou uma cabra, cuja carne ou leite, consumidos ou vendidos, aliviavam o paupérrimo orçamento familiar.
De uma maneira geral, a vida de quem dependia exclusivamente do sector da produção ou trabalho agricola, estava no limiar das necessidades básicas, a alimentação era escassa, a habitação rudimentar, com o alguidar no quintal ou na própria cozinha a substituir a banheira de uma casa de banho que não existia, a escola era uma miragem para aqueles que ao deitar já sabiam que não tinham mata bicho….
Felizmente, nas ultimas 3 décadas as coisas mudaram, as pessoas que vivem no meio rural, começaram a poder ter uma vida decente
Em particular na Região Oeste, devido a interesses económicos, alteração de hábitos alimentares e condições micro – climáticas, a agricultura desenvolveu – se, potenciou a expansão de culturas como os cereais, vinha, fruticultura e horticultura.
Entretanto surgiu a CEE, as promessas, os projectos financiados, as dividas á banca e a entrada de subsídios. Estas dividas á banca e os subsídios pagaram tractores, alfaias, sistemas de rega, estufas, furos artesianos, poços, puxadas de electricidade, regas gota a gota, jipes, armazéns, casas de habitação, pavilhões avícolas, suiniculturas, pecuárias de carne e leite, centrais fruteiras, adegas cooperativas, automóveis…
Os jovens agricultores acreditaram, os agricultores acreditaram, começaram a produzir produtos de qualidade, a organizarem – se para fazer face ás inovadoras exigências dos mercados…eram os mercados de origem, os mercados abastecedores, era o MARL, era a normalização dos produtos agricolas, era o mundo novo….
Tudo isto foi importante para a macroeconomia Nacional e regional, movimentou a construção civil, as empresas de maquinaria e equipamentos, os serviços de apoio contabilístico e fiscal, os apoios jurídicos e de solicitadoria, os serviços de engenharia e arquitectura, a industria das paletes e caixas, a industria de viveiros, empresas de electricidade e equipamentos, oficinas de mecânica e serralharia, industria de reclames luminosos, a restauração, o comércio tradicional em geral, a abertura de agencias bancárias…. para confirmar é só comparar com a actualidade.
Entretanto os hábeis políticos portugueses, há mais de uma dezena de anos começaram a atraiçoar uma classe social, os agricultores, que devia ser respeitada.
Anteciparam a abertura de fronteiras aos produtos agricolas comunitários e dos países terceiros, e começaram a grande tarefa de liquidar a produção agricola portuguesa, asfixiando a agricultura familiar, principal produtora e empregadora em troca dos grandes ordenados e reformas como gestores de empresas publicas e privadas sustentadas pelos impostos pagos pelos portugueses, através das grandes portas escancaradas para a fraude, chamadas construção de pontes, auto – estradas, estádios de futebol, aeroportos, TGV, e outras obras publicas …. com sociais derrapagens financeiras.
Actualmente, os agricultores na Região Oeste, onde predomina a agricultura familiar, não tem hipóteses de sobreviver.
Ás empresas agricolas familiares não lhe foram dadas possibilidades de reconverter, emparcelar, ganhar dimensão económica, não tem capacidade financeira, actualmente não tem crédito, como é que podem investir, inovar, crescer e ganhar competitividade?
Como é que sobrevivem e ganham competitividade, sem a regulação dos mercados, onde o produtor vende abaixo dos custos de produção e não sabe quando recebe?
Fala –se no Turismo , mais uma falácia, destinado a um espaço rural morto sem homens e mulheres, porque não se valoriza a função social e demográfica de fixar populações.
Não bastava a subida desenfreada dos factores de produção, como se prepara mais uma maldade apontada aos agricultores, a obrigatoriedade do pagamento de uma taxa de utilização da água na agricultura, mesmo utilizando estruturas de captação e armazenamento próprias.
È uma verdadeira palhaçada, querem imitar Espanha, mas as estruturas de captação, armazenamento e distribuição de agua, foram pagas pelo estado espanhol, muitas são do tempo do Franco, funcionam bem e os agricultores espanhóis pagam taxas simbólicas, é só comparar com as barragens da Atouguia da Baleia, Obidos, Alvorninha e Sobrena foram construídas com dinheiro da agricultura, mas não estão ao serviço dos produtores agricolas.
.Não há duvidas, os actuais governantes parecem danadinhos para obrigarem as populações dos meios rurais a regredirem 3 décadas…mas que democracia ?Que futuro na terra da Maçã, Pera Rocha, Vinho e Horticultura, para o comércio, industria e serviços.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Autarquia e a Guitarra

As autarquias passam por dificuldades económicas, começam a esgotar a capacidade de endividamento, falta –lhes dinheiro para cumprir pagamentos junto de fornecedores de serviços, equipamentos e materiais consumíveis.
Fala – se no comércio tradicional, na sua crise, mas as ajudas que algumas câmaras municipais dão, é comprar fora do concelho e quando compram dentro ficam a dever.
Mas continuam a não ter rigor orçamental. Compram algumas coisas necessárias, mas muitas vezes disfarçam negócios supérfluos, mandam fazer obras de fachada a coberto dos fundos comunitários, com derrapagens orçamentais não fiscalizadas, sem estabelecer prioridades de acordo com as necessidades básicas das populações
Em muitos casos são geridas por presidentes e vereadores sem formação académica e consequentemente cívica, sobra – lhe em arrogância o que lhe falta em humildade e conhecimento, tem uma frágil liderança, não possuem competências técnicas ou empíricas, são obrigados a manter um diálogo de surdos, com os políticos, cidadãos, técnicos e funcionários autárquicos, dando origem a uma cultura institucional de contornos dramaticamente medíocres.
Uma autarquia onde não há liderança e chefia no topo da pirâmide, não pode ter capacidade de chefias intermédias ao nível da base, não tem estratégia de desenvolvimento, os seus mandantes ficam cada vez mais sós, isolados da população em geral, longe das opiniões e das soluções para realizarem uma gestão autárquica de acordo com os interesses das populações que os elegem, e então surge o disparate atrás de disparate.
Estão isolados, não tem informação, falta – lhes os apoios, ficam á mercê de gente sem escrúpulos e começa o descalabro.
Constroem praças publicas sem casas de banho ou estacionamentos, escolas deslocalizadas dos aglomerados populacionais, tem dificuldade em recuperar e por os edifícios públicos ao serviço da cultura e das populações, as obras publicas andam a passo de caracol e não chegam ao fim, não conseguem ordenar o transito dentro das povoações, identificar um sector ancora da economia concelhia, produzir um plano estratégico de Marketing Institucional concelhio, ignoram os buracos nas ruas e o saneamento básico nas aldeias, o apoio ás empresas e criação de emprego, as alterações ao PDM de acordo com as especificidades concelhias e interesse dos cidadãos, as carências de recursos humanos e das estruturas de apoio á saude…..
Esta tipologia de autarcas, são ultrapassados pela dinâmica do Mundo Actual, fogem a sete pés da inovação, são alérgicos ás novas tecnologias, desconhecem as vantagens económicas e ambientais das energias renováveis.
Olham em redor para os concelhos vizinhos, vêem um horizonte visual recheado de aerogeradores, produzindo energia eléctrica menos poluente e receitas financeiras para os cofres das autarquias e dos proprietários onde esses moinhos são instalados, mas para o seu concelho nada interessa, ficam á espera de um qualquer milagre.
Um pequeno concelho como Bombarral, com uma orografia privilegiada, de peito feito para os ventos da aberta Atlântica, não é difícil instalar uns parques eólicos, a produzirem uma receita liquida de 100.000 contos ano ( moeda antiga). e as micro e mini eólicas, assim como as fotovoltaicas….podem ser importantes na redução de custos orçamentais e reais das empresas agricolas, comerciais, industriais e custos energéticos do parque habitacional.
Com uma verba de 100.000 contos ano, complementar ás dotações orçamentais estatais, quantos subsídios podem ser dados ás associações económicas, culturais, educacionais, desportivas, e de solidariedade social ?
Quantas candidaturas aos fundos comunitários financiadas a mais de 50% ou 60% ?
Afinal, o grande problema das autarquias e idêntico ao do guitarrista, não basta ter um grande instrumento, é preciso é ter unhas.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O Concelho do Bombarral tem Emigrantes?

Em época natalícia nunca é demais lembrar amigos e conterrâneos que devido aos imponderáveis da vida labutam além fronteiras.
Na Região Oeste a maioria das câmaras municipais tem ligações ás suas comunidades de emigrantes, instaladas por esse mundo fora.
Na época natalícia é normal assistir – se á visita de autarcas oestinos ás comunidades portuguesas nos países de acolhimento.
Estas visitas, de autarcas, normalmente acompanhadas por um ou outro artista do cancioneiro nacional, que cantam musica pimba, folclore, fados de Lisboa ou Coimbra, dançam o fandango ou o corridinho, jogam o pau,… empolgam o ego português terminando sempre com o Hino Nacional, e em muitos casos com um chequezito para ajudar os bombeiros ou lar de idosos a construir lá na Terra.
Para alguns o Natal, outros o Verão, são épocas de matar saudades ou gozar férias e também de veraneio para recarregar baterias físicas e psicológicas. É digno de ser visto, aproveitam para mostrar as suas raízes a filhos e até já aos netos, a relembram junto de amigos já grisalhos, pedaços da sua juventude e aqueles que já partiram mas ficaram na memória. Outros, é vê – los nas suas aldeias a zelar pelos seus haveres, investimentos que muito tem contribuído para o enriquecimento patrimonial e urbanístico das nosso Mundo Rural e dinâmica de sustentação da economia de PMEs, ligadas á construção e materiais de construção civil.
Salvo algumas excepções, por motivos académicos procurando meios técnico científicos mais desenvolvidos, ou outrora, por motivos de discordância politica, muitos portugueses deixaram a sua terra natal porque esta lhe foi madrasta, não lhe assegurou condições de vida decentes para si e familiares.
Muitos, conseguiram organizar as suas vidas nas terras de acolhimento, constituíram família, a maioria foram trabalhadores dos sub-sectores primários, hoje tem filhos e netos, alguns já bisnetos, são operários, empresários, políticos ou cientistas, mas continuam a ser portugueses.
Portugueses de várias gerações, que governos e assembleias da republica de um passado não muito longínquo, não tem prestado a devida atenção, interessa –lhe mais as benesses pessoais sopradas da União Europeia.
Actualmente, é fácil contactar com jovens, filhos, netos ou até bisnetos de famílias portuguesas, por esses quatro cantos do Mundo, que querem ser portugueses, e consulados ou embaixadas pagas com o dinheiro cá do burgo á beira mar plantado, os vai monesprezando, desmotivando o seu ego lusíada, criando dificuldades burocráticas a torto e a direito, com o passar do tempo obrigando – os a ser, somente brasileiros, americanos, canadianos, franceses, alemães, ingleses, australianos, angolanos, moçambicanos, cabo verdeanos, neo - zelandeses …….
Tudo isto é um grande absurdo, numa época em que a população lusitana está a diminuir, renegando a possibilidade de as 2ª e 3ª gerações criarem um cordão umbilical virtual, mas real, com as gentes e terras dos seus pais, tios ou avós.
Parabéns! Aos autarcas com visão estratégica e sentido de nação, mantendo uma permanente interacção com as comunidades de emigrantes, deixando – se de manias do novo riquismo global, sustentado por um egocentrismo parceiro de grandes défices de conhecimento e humanismo, exercendo o ministério da proximidade, numa perspectiva de relações humanas, afirmando que o homem está primeiro, e Portugal, precisa do contributo de gentes de sangue e ideais lusíadas, independentemente do local onde se encontram.
Há que estreitar e intensificar cada vez mais as relações culturais, empresariais, económicas e politicas, com os países tradicionais de emigração portuguesa, e prestar mais atenção aos mercados emergentes de expressão portuguesa.
Angola, Brasil, Cabo Verde, e Moçambique neste momento perfilam – se como grandes oportunidades, para muitos, pequenos empresários, agricultores, operários, jovens técnicos, sem possibilidades de exercerem a sua vida profissional em Portugal.
Com o aumento nesses países da população europeia e em particular de expressão portuguesa, criam – se novas oportunidades de negócios para os produtos portugueses, que tem procura e são preferidos.
Muitas destas questões tem de ser planeadas e organizadas pelo Governo Português, mas aqui numa estratégica politica de proximidade, as autarquias tem a obrigação de desbravar caminhos, criando canais de comunicação e relações politico - institucionais, para facilitar a circulação bilateral de pessoas e bens, a instalação de empresas, e o conhecimento de culturais endógenas.
Como consequência de uma crise real e permanente começa a ser importante para algumas empresas e pessoas agilizar a passagem de vistos e autorizações de residência ou a entrada e circulação de produtos e bens ?
Na região Oeste tem havido grandes oportunidades desaproveitadas de realizar geminações ao mais alto nível com os Países Lusófonos, mas a atenção tem sido somente dirigida para os fundos comunitários que pagam os grandes projectos e grandes consultadorias e deixam a maioria dos portugueses na penúria.
As geminações facilitam as relações institucionais a nível social, económico, profissional, empresarial, cultural, técnico – cientifico, politico, entre pessoas Para abrir portas, não são precisos milhões, é preciso humildade e conhecimento. Quanto custará em Portugal, com o apoio do município, no Natal de 2009, um pequeno contentor cheio de caixas de lápis, borrachas, papel, esferográficas, pastas, para oferecer directamente pela escola X, a escolas em Angola ou Moçambique? Quanto custará a ida ao Brasil, de um enólogo a um seminário sobre vinha e o vinho, e aproveitar para apresentar vinhos concelhios ou regionais, bacelos, tecnologias da vinha…, uma vez que há oportunidade de plantar vinhas e instalar agricultores ? Quanto custa a ida a feiras internacionais como a Filda em Luanda ou a Facim em Maputo ou a Frutal em Fortaleza com produtos agricolas frescos e transformados, construção civil, turismo ?
Actualmente, um município, até por integrar várias organizações regionais e nacionais, que lhe permitem acesso a informações privilegiadas, tem a obrigação de utilizar a sua influencia institucional e politica para criar canais de comunicação formal, em cooperação ou parceria, com instituições de países detentores de comunidades de emigrantes lusíadas, de modo a facilitar a instalação bilateral de empresas e circulação de pessoas e bens
Para tudo é preciso dinheiro, mas será mais fácil se existir geminações, relações politicas bilaterais entre instituições similares ( Municípios). E depois exigir perante os poderes regionais e nacionais que detém os dinheiros comunitários, em destinar uma parte significativa, para a promoção dos recursos portugueses, onde a reorganização e aproximação ás comunidades de emigrantes no Mundo, não pode ficar destinada ao ostracismo.
Agora a propósito, o concelho de Bombarral tem emigrantes ?

Emigrantes e Mercados Emergentes

Em época natalícia nunca é demais lembrar amigos e conterrâneos que devido aos imponderáveis da vida labutam além fronteiras.
Na Região Oeste a maioria das câmaras municipais tem ligações ás suas comunidades de emigrantes, instaladas por esse mundo fora.
Na época natalícia é normal assistir – se á visita de autarcas oestinos ás comunidades portuguesas nos países de acolhimento.
Estas visitas, de autarcas, normalmente acompanhadas por um ou outro artista do cancioneiro nacional, que cantam musica pimba, folclore, fados de Lisboa ou Coimbra, dançam o fandango ou o corridinho, jogam o pau,… empolgam o ego português terminando sempre com o Hino Nacional, e em muitos casos com um chequezito para ajudar os bombeiros ou lar de idosos a construir lá na Terra.
Para alguns o Natal, outros o Verão, são épocas de matar saudades ou gozar férias e também de veraneio para recarregar baterias físicas e psicológicas. É digno de ser visto, aproveitam para mostrar as suas raízes a filhos e até já aos netos, a relembram junto de amigos já grisalhos, pedaços da sua juventude e aqueles que já partiram mas ficaram na memória. Outros, é vê – los nas suas aldeias a zelar pelos seus haveres, investimentos que muito tem contribuído para o enriquecimento patrimonial e urbanístico das nosso Mundo Rural e dinâmica de sustentação da economia de PMEs, ligadas á construção e materiais de construção civil.
Salvo algumas excepções, por motivos académicos procurando meios técnico científicos mais desenvolvidos, ou outrora, por motivos de discordância politica, muitos portugueses deixaram a sua terra natal porque esta lhe foi madrasta, não lhe assegurou condições de vida decentes para si e familiares.
Muitos, conseguiram organizar as suas vidas nas terras de acolhimento, constituíram família, a maioria foram trabalhadores dos sub-sectores primários, hoje tem filhos e netos, alguns já bisnetos, são operários, empresários, políticos ou cientistas, mas continuam a ser portugueses.
Portugueses de várias gerações, que governos e assembleias da republica de um passado não muito longínquo, não tem prestado a devida atenção, interessa –lhe mais as benesses pessoais sopradas da União Europeia.
Actualmente, é fácil contactar com jovens, filhos, netos ou até bisnetos de famílias portuguesas, por esses quatro cantos do Mundo, que querem ser portugueses, e consulados ou embaixadas pagas com o dinheiro cá do burgo á beira mar plantado, os vai monesprezando, desmotivando o seu ego lusíada, criando dificuldades burocráticas a torto e a direito, com o passar do tempo obrigando – os a ser, somente brasileiros, americanos, canadianos, franceses, alemães, ingleses, australianos, angolanos, moçambicanos, cabo verdeanos, neo - zelandeses …….
Tudo isto é um grande absurdo, numa época em que a população lusitana está a diminuir, renegando a possibilidade de as 2ª e 3ª gerações criarem um cordão umbilical virtual, mas real, com as gentes e terras dos seus pais, tios ou avós.
Parabéns! Aos autarcas com visão estratégica e sentido de nação, mantendo uma permanente interacção com as comunidades de emigrantes, deixando – se de manias do novo riquismo global, sustentado por um egocentrismo parceiro de grandes défices de conhecimento e humanismo, exercendo o ministério da proximidade, numa perspectiva de relações humanas, afirmando que o homem está primeiro, e Portugal, precisa do contributo de gentes de sangue e ideais lusíadas, independentemente do local onde se encontram.
Há que estreitar e intensificar cada vez mais as relações culturais, empresariais, económicas e politicas, com os países tradicionais de emigração portuguesa, e prestar mais atenção aos mercados emergentes de expressão portuguesa.
Angola, Brasil, Cabo Verde, e Moçambique neste momento perfilam – se como grandes oportunidades, para muitos, pequenos empresários, agricultores, operários, jovens técnicos, sem possibilidades de exercerem a sua vida profissional em Portugal.
Com o aumento nesses países da população europeia e em particular de expressão portuguesa, criam – se novas oportunidades de negócios para os produtos portugueses, que tem procura e são preferidos.
Muitas destas questões tem de ser planeadas e organizadas pelo Governo Português, mas aqui numa estratégica politica de proximidade, as autarquias tem a obrigação de desbravar caminhos, criando canais de comunicação e relações politico - institucionais, para facilitar a circulação bilateral de pessoas e bens, a instalação de empresas, e o conhecimento de culturais endógenas.
Como consequência de uma crise real e permanente começa a ser importante para algumas empresas e pessoas agilizar a passagem de vistos e autorizações de residência ou a entrada e circulação de produtos e bens ?
Na região Oeste tem havido grandes oportunidades desaproveitadas de realizar geminações ao mais alto nível com os Países Lusófonos, mas a atenção tem sido somente dirigida para os fundos comunitários que pagam os grandes projectos e grandes consultadorias e deixam a maioria dos portugueses na penúria.
As geminações facilitam as relações institucionais a nível social, económico, profissional, empresarial, cultural, técnico – cientifico, politico, entre pessoas Para abrir portas, não são precisos milhões, é preciso humildade e conhecimento. Quanto custará em Portugal, com o apoio do município, no Natal de 2009, um pequeno contentor cheio de caixas de lápis, borrachas, papel, esferográficas, pastas, para oferecer directamente pela escola X, a escolas em Angola ou Moçambique? Quanto custará a ida ao Brasil, de um enólogo a um seminário sobre vinha e o vinho, e aproveitar para apresentar vinhos concelhios ou regionais, bacelos, tecnologias da vinha…, uma vez que há oportunidade de plantar vinhas e instalar agricultores ? Quanto custa a ida a feiras internacionais como a Filda em Luanda ou a Facim em Maputo ou a Frutal em Fortaleza com produtos agricolas frescos e transformados, construção civil, turismo ?
Actualmente, um município, até por integrar várias organizações regionais e nacionais, que lhe permitem acesso a informações privilegiadas, tem a obrigação de utilizar a sua influencia institucional e politica para criar canais de comunicação formal, em cooperação ou parceria, com instituições de países detentores de comunidades de emigrantes lusíadas, de modo a facilitar a instalação bilateral de empresas e circulação de pessoas e bens Para tudo é preciso dinheiro, mas será mais fácil se existir geminações, relações politicas bilaterais entre instituições similares ( Municípios). E depois exigir perante os poderes regionais e nacionais que detém os dinheiros comunitários, em destinar uma parte significativa, para a promoção dos recursos portugueses, onde a reorganização e aproximação ás comunidades de emigrantes no Mundo,