quinta-feira, 17 de junho de 2010

ROTUNDASe e a MEMÒRIA HISTÓRICA de uma COMUNIDADE$

As rotundas devem conter elementos representativos que simbolizem, a génese histórica, cultural, sociológica e económica, de uma comunidade.
Esta comunidade, deu origem á constituição do concelho do Bombarral, através da sua cultura, actividades económicas e profissionais, hábitos, costumes, tradições…,retratadas na decoração e nos motivos oriundos da sua memória histórica instalada ou não nas suas rotundas.
Dentro desta perspectiva, confiando em gente nova á frente da gestão da Câmara Municipal do Bombarral, mais aberta ao sopro dos ventos do conhecimento e da importância da memória histórica para perpetuar no terreno e no tempo, a génese de um povo, neste caso de um concelho, que precisa de descobrir os trilhos do desenvolvimento turístico, económico, e social..
Sugestões:

- “Estátua do Agricultor” está descaracterizada não tem uma interpretação lógica, não tem uma interpretação popular. Então há que corrigir: Ladear a actual estátua com uma “Pêra e um Garrafão “, colocando á frente da estátua uma enxada simulando esta a pegar no cabo. ( Homenagem aos homens da terra, trabalhadores rurais e aos dois produtos agrícolas mais importantes do concelho, Pera Rocha e Vinho);

- “Rotunda do Modelo”: Pera Rocha Gigante, e Carro de Bois com um Casco de Vinho ( homenagem aos produtores e armazenistas de Pera Rocha e Vinho ).

- “Rotunda do Matadouro”: Uma Balança e uma Charrua ladeando o logotipo da Vila do Bombarral ( Homenagem aos Comerciantes e Metalúrgicos , não se pode esquecer a importância já alcançada pelos comércio grossista e retalhista…. ….e as oficinas de automóveis, serralharia/ metalurgia…. ).

-“Rotunda da Caniceira” Motivos relacionados com as Invasões Francesas/Grutas da Columbeira( a iniciar uma promoção a Serra e Túmulo do Picoto, Grutas e Azenha da Columbeira, Planalto das Cessardes, Batalha da Roliça….. )

Todo isto já poderia ter sido realizado por anteriores executivos autárquicos, integrados em projectos financiados nos anteriores Quadros Comunitários de Apoio, mas há hipóteses no actual.
Os estudos destes projectos podem e devem ser protocolados com escolas superiores de arquitectura, artes e desenho, no âmbito de concursos de ideias e trabalhos de fim de curso, escolhendo materiais e privilegiando os motivos de promoção local.
È preciso é que estas sugestões sejam consideradas como contributos para um maior desenvolvimento e visibilidade do concelho do Bombarral. Atenção ao Turismo..!
Sem quaisquer preconceitos politico - partidários, os cidadãos podem produzir ideias, sustentadas por uma pluralidade de conhecimentos, onde os autarcas locais podem aproveitar as melhores, porque todos nunca serão demais.

PERA ROCHA NATUREZA

A Pera Rocha é uma variedade fruticola, que se adaptou á perto de cem anos ás condições climáticas e de solos do concelho do Bombarral.
Esta variedade de Pera, desde que enxertada em porta enxertos de raiz aprumada, mais indicada para penetrar em terrenos Franco – Argilosos - Arenosos, na procura de lençóis freáticos de superfície, consegue produções homogéneas com excelentes características organoléticas
È uma Pera, que se adaptou de forma excelente ás condições climáticas concelhias.
O concelho do Bombarral possui um micro – clima com muita humidade, temperaturas enquadradas com estados fenológicos, permitindo vingamentos e produções excelentes, sem grande stress hídrico ou impactos ambientais negativos
Desta forma as Peras Rochas , produzidas no concelho do Bombarral, na sua grande maioria, são produzidas com uma prática cultural ancestral, em “ Sequeiro”.
As “Peras Rochas de Sequeiro” produzidas na região do concelho de Bombarral, tem melhor sabor, são produzidas com menos água e produtos químicos, mais resistentes á colheita, armazenamento, conservação, transporte e mais indicadas para a exportação, são mais doces e aromáticas, adquirem mais facilmente o ponto ideal de consumo, o chamado Brix, exigido pelos importadores mais exigentes e longínquos
Actualmente, existem indicadores mundiais e da União Europeia, que vão aparecer a curto prazo, com restrições ao consumo hídrico desmedido na agricultura, uma vez que o regadio agrícola absorve 87% do consumo mundial de água.
Portanto as teorias do aumento do rendimento económico das empresas produtoras de Pera Rocha, á custa de regas e uso intensivo de adubos e reguladores de crescimento, tem os dias contados.
A curto prazo tem de ser considerados alguns factores importantes, como, o esgotamento dos recursos hídricos e a sua degradação quantitativa e qualidade ambiental, os elevados custos na instalação de pomares intensivos, devido ao custo, com um elevado numero de arvores por Ha, equipamentos de captação, armazenamento e distribuição de água, energia eléctrica ou diesel, a diminuição gradual dos preços dos produtos agrícolas no mercado global, em função do aparecimento de produções agrícolas dos países emergentes com menores custos, devido a níveis de vida que nada tem a haver com os padrões da União Europeia.
Naturalmente é muito importante começar a pensar no Bombarral, como o Solar da Pera Rocha Natureza, esta Pera Rocha do Bombarral, como produto único que a natureza abençoou.
A sobrevivência dos produtores de Pera Rocha, na região do concelho de Bombarral, tem de ser potenciada na redução de custos directos, prestadores de serviços extra produção, equipamentos, adubos, fitofarmacos, energia, e com apoio técnico directo á produção, ( lembram -se dos Serviços de Extensão Rural ?) aproveitando as condições que a natureza dotou a região deste concelho, com um micro - clima com grande humidade atmosférica e temperaturas, que propiciam a produção deste delicioso fruto, com custos mais reduzidos e sem impactos ambientais associados ao regadio.
A Pera Rocha produzida em “Sequeiro” na região do concelho do Bombarral, pode ser o salva vidas do Mundo Rural concelhio, e a ancora da economia concelhia, uma vez que está a chegar a regulação dos mercados, por imposição da União Europeia, abre uma oportunidade para valorizar os produtos de qualidade alimentar e ambiental.
Assim, a “Pera Rocha Natureza”, origem Bombarral, com um plano estratégico de Marketing, associado á qualidade alimentar e á saúde, pode ser uma alavanca para a revitalização da economia e da forma de viver das pessoas no concelho.
Chegou a hora da negação da politica das barragens sem agua, ou para uso disfarçado do turismo ou completamente abandonadas, por falta de politica agrícola que fixe pessoas na agricultura, ao interesse de governantes centrais e regionais, em liquidarem as organizações agrícolas e o apoio á produção agrícola

BioTurismo

O BioTurismo assenta numa estratégia de desenvolvimento, que associa o Turismo á Agricultura Biológica.
Tem como objectivo a criação de rotas regionais e locais de BioTurismo:
- Rota da Pera Rocha Bio
- Rota das Vinhas e Vinho Bio
- Rotas dos Licores e Doçaria de Ginja Bio
- Rotas dos Pomares, Licores e Doçaria de Pera Rocha Bio
- Rota dos Pomares, Licores, Conservas e Doçaria de Frutas Bio
- Rota das Quintas e Quintinhas, BioTuristicas
- Rota dos Restaurantes, com ementa BioTuristica…….

O BioTurismo inclui alojamento, restauração, e actividades de lazer e animação do território, seguindo uma filosofia de protecção ambiental e sustentabilidade, onde a produção biológica é a âncora.
O alojamento no BioTurismo assenta em unidades de alojamento turistico em espaço rural, instalados na exploração agricola com produção biológica, servem refeições biologicas que podem ser por reserva, é importante possuirem outras valencias como, uma eficiente utilização dos recursos energéticos, da água e o tratamento de lixos.
A restauração no BioTurismo, é obrigada a disponibilizar nas suas ementas, pelo menos uma 100% biológica, ou a utilizar pelo menos 30% de produtos biológicos na confecção dos seus pratos, sendo obrigatória a sua identificação na ementa. É obrigada a possuir eficiencia na utilização dos recursos energéticos, da água e o tratamento de lixos.
O artesanato no BioTurismo, tambem pode ser incluido desde que utilize materias primas renováveis, ou materiais reciclaveis ou reciclados, cujo processo de fabrico respeite o ambiente.
A recreação e o lazer no BioTurismo, são as actividades que se desenvolvem em contacto com a natureza de forma não poluente, Ex: BioHortas, percursos pedestres e equestres, visita guiadas a explorações agricolas com produção Bio, oficinas de produção artesanal Bio….

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Bombarral e as Oportunidades

O meio rural deve ser um território continuo, geograficamente definido, incluindo espaços urbanos e o campo, caracterizado por critérios multidimensionais, como, a sociedade, cultura, economia, politica, instituições e uma população arrumada em grupos sociais distintos, que detenham bom relacionamento interno e externo de forma manter a coesão social, cultural e territorial.
Nos territórios rurais, para além da posse da terra e actividades agrícolas, deve – se intensificar a noção das potencialidades, da ruralidade, ou o valor que o ambiente rural ou natureza, tem para a sociedade contemporânea de génese urbana.
Os produtos de qualidade, a cultura, a paisagem, a biodiversidade, a lógica da família , a identificação com os ciclos da natureza.
A hospitalidade é uma característica que marca o meio rural, é uma valência marcante do meio rural, gera facilmente empatia para além da produção primária de bens alimentares.
Assim, as praticas culturais comuns no campo agricola, criação de animais, produção hortícola, frutas, vinho..., manifestações culturais, rotas temáticas dirigidas as estruturas agrícolas activas ou desactivadas mas reconvertidas, cobertas ou ao ar livre., uma rede de habitações para exploração turística, associada a uma gastronomia com um a ementa rural....de forma a serem importantes componentes de uma oferta de qualidade e diferente , num espaço rural aberto ao turismo.
Se as ajudas comunitárias e financeiras do QREN e PRODER, estiverem ao alcance dos pequenos e médios promotores, para que possam construir estruturas para produzir em pequena escala produtos natureza transformados, de fabrico artesanal, e criar uma variada oferta aos turistas.
Estes produtos natureza podem ser: licores , compotas, vinhos, conservas, queijos, produtos fumados, aguardentes de frutas, refeições com uma ementa incorporando produtos rurais do Oeste. O concelho do Bombarral, pode enquadrar – se facilmente nesta matriz orientadora , detém uma memória histórica ligada á produção de vinho, frutas e horticolas, que são uma ancora em reserva, para o presente e futuro.
A época das colheitas pode ser vivida de forma intensa, com alegria, as pessoas rurais ou urbanas manuseiam as uvas, peras, maçãs, pêssegos ... meloas, batatas, tomates, alfaces, feijão verde, morangos....em plena época de estio com temperaturas reconfortantes
Estas produções representam o trabalho dedicado e paciente como é a actividade agricola, de várias gerações, herdeiras de habitos e tradições que deram vida, a vinhos, frutas e horticolas de qualidade, cuja reputação e preços ao produtor, estão a uma escala abaixo das necessidades endógenas, espalhadas pelos quatro cantos do mundo. .

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

POLITICA AGRICULTURA e PESSOAS

A maioria das pessoas que vivem da produção agrícola em Portugal, em particular na região Oeste e no concelho do Bombarral, passam actualmente por momentos de profunda e depressiva angustia, estão gravemente pessimistas quanto ao seu futuro e das suas famílias.
Este problema social, gerado por politicas económicas subordinadas a um capitalismo cego, selvagem do ponto de vista humano, visando somente o lucro, que leva a que as microeconomias locais, não consigam concorrer com os grupos económicos ancorados nos circuitos da finança mundial, mandatária das politicas nacionais.
Assim; Portugal, como um aluno bem comportado, tem aprendido e antecipado a aplicação de todas as exigências por parte do capitalismo da U E, que visem destruir o sector primário, neste caso a agricultura portuguesa, só terá futuro, depois de ficar na posse de agricultores estrangeiros, construíram o Alqueva, mas quem vai usufruir da sua agua ?
Naturalmente, agricultores estrangeiros, beneficiando das ajudas financeiras comunitárias e dos países de origem, uma vez que os agricultores portugueses, como estão a definhar, passaram o anterior quadro comunitário de apoio, 4 anos, á espera de uma verdadeira politica agrícola, actualmente o novo QCA ou melhor PRODER já perdeu 2 anos,
assim quem pode ser gestor na Agricultura Portuguesa?
Assim voltamos á região Oeste, e começa – se a perceber, porque os alquevas, de Óbidos, Alvorninha, Sobrena, Atouguia da Baleia , tenham absorvido milhares de contos em estudos, que antecederam a sua construção, e somados os milhares depois de concluídas as obras , é fácil de dizer e ver, que foi uma engenharia dos agentes da politica nacional e regional, para se servirem dos dinheiros da agricultura.
Portugal desde sempre foi um pais rural, nunca teve uma politica de desenvolvimento agrícola, mas algumas micro – regiões contrariaram esta quase fatalidade.
Está neste caso o concelho do Bombarral. Ao longo dos ultimos dois séculos, devido a possuir um micro – clima propicio a produção de algumas culturas, território disponivel, aceitou de baços abertos migrantes, homens e mulheres, oriundos do sector primário, obrigados pelas vicissitudes da vida, a abandonarem o berço de origem, na procura de uma terra que garantisse as necessidades básicas , uma casa e alimentação para si e sua família.
Foram homens e mulheres que povoaram o território, através dos mais variados tipos de colaboração, com os locais, proprietários, rendeiros, caseiros, ou melhor com os detentores da terra, através da força braçal, as vezes com a ajuda de alguns animais desbravaram, matagais e silvados, abriram carreiros e serventias, construíram poços e fontanários.....com poucos meios contribuíram de forma decisiva para que o concelho do Bombarral, devido a sua vocação natural, se afirmasse como potência agrícola a nível nacional.
O vinho, o bacelo, os horticolas, e posteriormente a Pera Rocha, foram e são os principais contributos para a economia concelhia, desde logo se percebe a elevada dependência do emprego e do rendimento por capita concelhio, da vitalidade ou não, destes sub – sectores agrícolas.
Uma vez que o concelho do Bombarral, por falta de estruturas perde diariamente oportunidades de instalação de empresas e criação de novos empregos, não pode esquecer que as principais empregadoras concelhias, são as estruturas de armazenamento e comercialização de Pera Rocha, maçã, horticolas, bacelo e vinho.
Mas, a principal empregadora, a agricultura, está em crise, a sua falta de rendimento, arrasta o comércio, industria e serviços tradicionais, para uma crise económica e social sem precedentes nos tempos modernos, o que exige uma terapêutica politica – institucional, que respeite os velhos migrantes e os seus descendentes.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A CÂMARA FUNCIONÀRIOS e MUNICIPES

O Bombarral tem potencialidades e ainda bem, mas tardiamente alguns começaram reparar que está bem localizado geograficamente, possui boas acessibilidades, está próximo de aglomerados urbanos e populacionais importantes, e está na rota de pólos de desenvolvimento turístico regional em crescimento, como as maravilhosas praias do Oeste, Óbidos, Alcobaça, Fátima e até da Serra do Montejunto.
Tem necessariamente de identificar as suas fragilidades económicas, sociais e organizacionais, de forma a encontrar uma estratégica terapêutica politica e administrativa, para uma politica autárquica , que há mais de uma dùzia de anos, está a coarctar a possibilidade de entidades publicas e privadas, beneficiarem dos fundos comunitários, dos Quadros Comunitários de Apoio, e a realização de projectos estruturantes, lançando o concelho do Bombarral, para os ultimos lugares do ranking regional e distrital do desenvolvimento..
O próximo executivo camarário Bombarralense, necessita urgentemente de activar uma permanente e informada acção politica, junto dos foros políticos regionais e nacionais, de forma a reabilitar o prestigio que outrora já granjeou, tem de voltar a ser um concelho respeitado, onde as pessoas tenham orgulho em viver e trabalhar.
Os Bombarralenses precisam de uma câmara municipal, que apoie a criação de empresas, que apoie a criação de emprego, que ajude a criar condições para fixar a sua população activa., que tenha em atenção a população jovem e os mais idosos.
Para que estes desideratos sejam possíveis, não é preciso fazer grandes estudos económicos ou exercícios matemáticos, é preciso conhecer o concelho, as necessidades básicas da população, ter competências técnicas e humanas para aprender com os mais humildes e com aqueles que tiveram o privilégio de se sentar nos bancos da universidade.
Deve começar pelas coisa simples, como tal muito importantes, os recursos humanos. Ser funcionário municipal tem de ser uma profissão de prestigio junto da população. Como ninguém nasce ensinado, os funcionários municipais devem ter acesso a formação especifica, para poderem desempenhar funções e tarefas especificas..
Devem ter formação especifica, para melhorarem o atendimento em geral, e porque não em funções especificas, no Turismo, na Mata Municipal, no Palácio do Gorjão, nas Secções de Obras, Contabilidade, Recursos Humanos, Serviços Administrativos, Apoio Social, Cultura, Desporto, Educação.... de forma a evitar os actuais conflitos na organização da pirâmide hierárquica.
O novo executivo camarário, depois de proporcionar melhores condições de trabalho aos recursos humanos, deve procurar organizar as valências estruturais e organizacionais ligadas ao meio empresarial.. Deve criar estruturas de apoio ao cidadão empreendedor e ás empresas residentes, começando por disponibilizar terrenos e agilizar os processos formais, facilitando a implantação de novas empresas, gerando mais empregos e novas dinâmicas no comércio , serviços, agricultura e industrias ligeiras..
O novo executivo camarário, não se pode esquecer de uma pesada herança. Que o concelho do Bombarral possui, uma população rural envelhecida, vitima de politicas agrícolas erradas, prisioneiras de desumanas teorias economicistas, executadas por ilustres alunos/professores de uma União Europeia qualquer, onde os mercados sem regulação deixaram de respeitar os produtores agrícolas na sua dignidade como pessoas.( Tem de definir uma estratégia de apoio á sua cultura ancora, a Pêra Rocha.)
Esta teoria do mercado livre, obriga os produtores a venderem as suas produções abaixo dos custos de produção, a preços de há vinte anos, enquanto os factores de produção ( adubos, pesticidas, fungicidas, maquinas, gasóleo,…aumentam sem controle seis a sete vezes mais, e na pirâmide social, com influencia no crédito bancário…..ocupam os últimos lugares, ficando no limiar da sobrevivência, com dificuldades em garantirem as necessidades básicas.
Esta situação socioeconómica, faz com que o concelho do Bombarral, na actualidade, seja demograficamente uma Terra maioritariamente povoada por pessoas idosas, na sua maioria são pequenos e médios agricultores, que sem sair da escala oestina, cujas reformas por serem tão pequenas e a falta de rendimento das suas parcelas agrícolas, os estão a lançar nas fronteiras da pobreza.
È legitimo, que os cidadãos exijam aos novos autarcas, empenhamento para inverter este estado de coisas, der forma a garantir o futuro profissional dos jovens na terra que os viu nascer e junto dos seus idosos familiares.
Mas para que isto seja possível, é fundamental que o novo executivo camarário, apanhe as carruagens da frente do comboio politico regional, mas para tal, é necessário que possua competências técnicas e politicas. Porque, actualmente, o concelho do Bombarral não tem qualquer importância politica nas instituições politicas regionais e muito menos a nível nacional.
Esta pouca importância politica, são o principal estrangulamento na aprovação de projectos apresentados pelas instituições publicas e privadas, nos foros competentes , estão órfãs de uma retaguarda politica credível e empreendedora..

terça-feira, 18 de agosto de 2009

AUTARCAS e CIDADNIA

Estamos a viver um período de grande impacto social, as eleições. Refiro – me principalmente ás eleições autárquicas, uma vez que integram cidadãos locais, quanto ás legislativas, algumas vezes não se conhecem os candidatos.
As eleições autárquicas determinam a constituição de listas á câmara municipal, assembleia municipal e juntas de freguesia.
È um desempenho grupal de grande significado democrático, onde as pessoas se comprometem perante as comunidades locais, em dar uma expressão sublime ao exercício da cidadania.
Mobilizam – se amigos, conhecidos, ate se resolvem algumas desentendimentos, mas as listas a todo custo tem de ser constituídas. A interacção entre o mal e o bem é um perigo latente, para o desempenho da cidadania dentro de uma perspectiva democrática.
São constituídas listas, juntam – se pessoas, competências, vontades e até habilidades, logo o diabo espreita, mas, são riscos suportados pelo exercício da democracia.
Cada cidadão tem a obrigação de votar, até em branco, e o direito de aceitar a participação na lista que merece a sua confiança.
Cada cidadão tem o direito de fazer campanha, promover as listas, que merecem a sua simpatia e confiança.
Cada lista tem obrigação de apresentar e promover um programa, que identifique as fragilidades e potencialidades concelhias.
Cada lista tem o direito de questionar anteriores gestões autárquicas, e apresentar erros.
Cada lista tem a obrigação de apresentar programas com soluções alternativas.
Os candidatos a autarcas no regime democrático, tem a obrigação de ser um exemplo de cidadania. Sem esquecer os interesses do concelho do Bombarral, devem pugnar, lutar, pelas propostas e convicções manifestadas pelas suas listas.
Mas, não devem menosprezar e considerar como inimigos, os cidadãos que apoiam ou integram as outras listas.
Em principio, todos de acordo com as suas competências e possibilidades, pretendem o melhor para o concelho do Bombarral.
Num concelho, com graves défices de informação e conhecimento, ideias, planos, bom senso, dialogo...., nunca são demais.
Uns são melhores que os outros, talvez, mas só ás pessoas, enquanto cidadãos, através do direito regimental do voto, competem definir, quais são os mais capazes para merecerem a sua confiança.
È uma eleição, só um acto de cidadania, participam todos, ganha só um, no futuro que ganhem todos os Bombarralenses.